Havemos de falar das coisas como são:
Um corpo sempre silva antes do encontro com o chão.
o atrito com o ar é o magnum opus do Desespero..
enquanto todo domingo é Cinza
A Arte é pouco,
o último vínculo com a vida, - chamam por aí - destruição.
domingo, 3 de julho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Meterologia
Quero apalpar teu erotismo úmido
Circunscrever tuas curvas com o cenho
Desfacelar de amor até o regenerar das pétalas
Até que tudo acalente no inverno
E refresque ao sol
Todas mulheres numa só
Incompleta como o tempo
Temporal como o céu
Teu gosto de chuva.
Circunscrever tuas curvas com o cenho
Desfacelar de amor até o regenerar das pétalas
Até que tudo acalente no inverno
E refresque ao sol
Todas mulheres numa só
Incompleta como o tempo
Temporal como o céu
Teu gosto de chuva.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Ícaro - pt.2 - método
- Não se prova a realidade por hipóteses e teorias.
A vida se prova com a língua.
(Em contraprova:
a prova de amor é o seu atestado de morte.)
A vida se prova com a língua.
(Em contraprova:
a prova de amor é o seu atestado de morte.)
domingo, 22 de maio de 2011
Un bouquet par un boquete
Farfalho as flores no teu dorso,
felina.
Ao fogo as favas da tradição:
Fecho éclair:
Meu falo em tua fala.
felina.
Ao fogo as favas da tradição:
Fecho éclair:
Meu falo em tua fala.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Ícaro - pt1. - revolução
Foda-se a guerra
O homem morre dentro de si
Foda-se a poesia
A palavra vive dentro da língua
Foda-se o amor
O amor é a revolução de dentro dos olhos
O homem morre dentro de si
Foda-se a poesia
A palavra vive dentro da língua
Foda-se o amor
O amor é a revolução de dentro dos olhos
terça-feira, 26 de abril de 2011
der Traum
Feito filme mudo
O toque incólume
Dos dentes sobre os lábios
Friccionantes
Um café expressionista
Pra gente rastejar de saudade.
O toque incólume
Dos dentes sobre os lábios
Friccionantes
Um café expressionista
Pra gente rastejar de saudade.
domingo, 17 de abril de 2011
Transição
Na desconstrução civil dos teus ossos
O pesadelo leve de uma brisa de verão
Que anuncia a putrefação das flores
E a gravidade abismal do outono ...
- A estação da morte,
transa e transparência.
O pesadelo leve de uma brisa de verão
Que anuncia a putrefação das flores
E a gravidade abismal do outono ...
- A estação da morte,
transa e transparência.
sábado, 16 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Paisagem
No meio de todas constelações
Do sublime vazio das relações
No meio das auroras boreais
Da anatomia dos belos animais
No meio dos extremos da vida
Nas esquinas das ruas sem saída
No meio do zero e dos bilhões
Entre a solitude e os foliões
No meio de tudo isso
Obrigado por ter me percebido
Obrigado por ter fugido
Como todas as coisas as quais
Permaneço difuso
Como em você
Como você e todo o resto
Em todas as coisas.
Do sublime vazio das relações
No meio das auroras boreais
Da anatomia dos belos animais
No meio dos extremos da vida
Nas esquinas das ruas sem saída
No meio do zero e dos bilhões
Entre a solitude e os foliões
No meio de tudo isso
Obrigado por ter me percebido
Obrigado por ter fugido
Como todas as coisas as quais
Permaneço difuso
Como em você
Como você e todo o resto
Em todas as coisas.
sábado, 2 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
involtável
não me durmo
Um relento moribundo
pra viver-me
somente sendo
Um iconoclasta da saudade
vivo-me inconsciente tua imagem
.a.coincidência.incipiente.
apócrifa
relegante ao pó
sem vestígio ou grafia
um fóssil insólito
subjético
Nas sonâmbulâncias dessas noites
minha sirene, teus olhos invisíveis
como foram na insípida inconsequência de conjurar o fim no primeiro e -não menos derradeiro- beijo. ladeira
abaixo
ainda me lembro sarjeticamente, que me deixei ali
sem nunca poder voltar a me encontrar.
Um relento moribundo
pra viver-me
somente sendo
Um iconoclasta da saudade
vivo-me inconsciente tua imagem
.a.coincidência.incipiente.
apócrifa
relegante ao pó
sem vestígio ou grafia
um fóssil insólito
subjético
Nas sonâmbulâncias dessas noites
minha sirene, teus olhos invisíveis
como foram na insípida inconsequência de conjurar o fim no primeiro e -não menos derradeiro- beijo. ladeira
abaixo
ainda me lembro sarjeticamente, que me deixei ali
sem nunca poder voltar a me encontrar.
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
O soco (em câmera lenta.)
O presente vem rente
Ao pass(ad)o
Que não há nada tão ruim que não piore
E o pior de tudo é uma impressão impressionante
Ao peito
Feito um primeiro-socorro
Feito último
Já morre todo em teu amor obsoleto
Tua pele e teu dinheiro valem nada
Teu coração é músculo.
(A alma é uma extensão incognoscível do corpo. E na transação fáustica, tenho toda noção que cada certeza é uma impressão. Há de se vender a própria alma ao corpo, como que sabendo a função das coisas. A língua está pra ser engolida, como os olhos pra serem fechados.. e assim por diante. A tanatofobia é um diagnóstico dos que não sabem que a vida não é feita de opostos. As dicotomias são os extremos, as mentiras que sustentam a Verdade. Viver é se atirar ao abismo de si. A vida é uma queda presa.)
Teu silêncio, vermelho.
Ao pass(ad)o
Que não há nada tão ruim que não piore
E o pior de tudo é uma impressão impressionante
Ao peito
Feito um primeiro-socorro
Feito último
Já morre todo em teu amor obsoleto
Tua pele e teu dinheiro valem nada
Teu coração é músculo.
(A alma é uma extensão incognoscível do corpo. E na transação fáustica, tenho toda noção que cada certeza é uma impressão. Há de se vender a própria alma ao corpo, como que sabendo a função das coisas. A língua está pra ser engolida, como os olhos pra serem fechados.. e assim por diante. A tanatofobia é um diagnóstico dos que não sabem que a vida não é feita de opostos. As dicotomias são os extremos, as mentiras que sustentam a Verdade. Viver é se atirar ao abismo de si. A vida é uma queda presa.)
Teu silêncio, vermelho.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)

