segunda-feira, 18 de setembro de 2017
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
(P)léxica
Saliva seiva
Vulva
Que revolve
O esmegma
E o magma
O sintagma
Magnética
Gramática
Bruta
A matéria
Etérea
Da palavra
Que lavra
A lava
Feito o vento
A pedra
Oblíqua em
Sedimento
A porta
Movediça
Do tormento
O tempo
Gravitante
Do sentido
Craveja
O peito
De sintaxe
A árvore
O corte
O sulco
A seiva
Salivante
Vulva
Envolta
Volúpia
Lancinante
A febre
Liquefeita
Do instinto
Sob a tinta
Sublime
Subversa
O ocaso
A sombra
A escuridão.
Vulva
Que revolve
O esmegma
E o magma
O sintagma
Magnética
Gramática
Bruta
A matéria
Etérea
Da palavra
Que lavra
A lava
Feito o vento
A pedra
Oblíqua em
Sedimento
A porta
Movediça
Do tormento
O tempo
Gravitante
Do sentido
Craveja
O peito
De sintaxe
A árvore
O corte
O sulco
A seiva
Salivante
Vulva
Envolta
Volúpia
Lancinante
A febre
Liquefeita
Do instinto
Sob a tinta
Sublime
Subversa
O ocaso
A sombra
A escuridão.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
T (pt.2)
Bolha estrutura
Na esquina do desejo
O letreiro demodé
Néon, um gás nobre
Num gueto sujo,
Estroboscópico
Arabesco indecifrável
Cintilada mistéria noite
Um clipe interminável
Do eclipse
Um ponto de vista
No canto da boca
A língua eu
Menino soldado
Em ti
Os olhos insondáveis
Em ti
Que existe
Enquanto
Espuma
E silêncio
E língua sobre
Língua
Sobretudo
A língua eu
Menino soldado
Em ti
Os olhos insondáveis
Em ti
Que existe
Enquanto
Espuma
E silêncio
E língua sobre
Língua
Sobretudo
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Proesma
A celeuma teima Variante do sentir Carne e sede Derivados em um mesmo Dissonante dialeto
Que não diz Mas que se faz entender
Pelos poros defeitos Da pele e pelos
Tons irradiantes Dos pés na areia E o frio sublinhado Em fumaça Um cano de descarga Que leva contigo Toda sorte de azares Destinados pelo acaso E sua sempre irremediável Falta de noção Diante da óbvia ubíqua lei desta terra de ninguém
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Até qual
Até qual ponto
A revolta não é a única saída possível?
Até que ponto a coragem não é a verdadeira ilusão quixotesca?
Até qual ponto podemos pedir pra descer?
Até qual ponto seremos obrigados a sair?
Até qual ponto se perde os dedos?
Até quando entregaremos os pontos?
A revolta não é a única saída possível?
Até que ponto a coragem não é a verdadeira ilusão quixotesca?
Até qual ponto podemos pedir pra descer?
Até qual ponto seremos obrigados a sair?
Até qual ponto se perde os dedos?
Até quando entregaremos os pontos?
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Zamioculca
O flerte aflito
Em flor
E na outra,
Toda uma floresta
Insaciáveis dedos
Deflorando-se
À uma certa
sombra violeta
{Os homens são inúteis
Marionetes
Traumas
De matizes violentas
Da mulher}
Em flor
E na outra,
Toda uma floresta
Insaciáveis dedos
Deflorando-se
À uma certa
sombra violeta
{Os homens são inúteis
Marionetes
Traumas
De matizes violentas
Da mulher}
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
T
O quando em mim
Que te eterniza
O terno sentimento
Do despudor
E um molhar
Secreto
Sobre o corpo
O nexo e o torpe
Infiltrado no concreto
Do teu sexo
Que te eterniza
O terno sentimento
Do despudor
E um molhar
Secreto
Sobre o corpo
O nexo e o torpe
Infiltrado no concreto
Do teu sexo
terça-feira, 8 de agosto de 2017
Poema fechado
Todo novo um velho
Concatenado
Todo um ovo morre
Quando quebrado
Todo morto nasce
Determinado
Todo acaso um caso
Potencializado
Todo alcance a chance
Do inesperado
Concatenado
Todo um ovo morre
Quando quebrado
Todo morto nasce
Determinado
Todo acaso um caso
Potencializado
Todo alcance a chance
Do inesperado
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Carta para LFF
O néctar triste
O fim é o único amigo
Disse Jim na obra inaugural
O desespero potência inesperada
Ainda que o final seja o normal
A gota d'água
O copo vazio
A pupila dilatando
E toda memória evadindo seu sentido
Pra se juntar a matéria bruta
Que corta o abraço e esfria o que nos move
Tudo sinto num pote
Uma mensagem numa garrafa:
Analfabeto universo,
Eu te amo
Com toda capacidade destrutiva do inútil
Do inesperado e do insólito
Do insondável e do dissenso
Espero incrédulo
Que as falsas promessas te recebam
Tal qual esta que criei pra te enviar
Um beijo e um eu te amo silencioso
Com cheiro do mais estridente grito no éter
/E o mais banal de tudo
É que isso é apenas um acordo estético
De mim comigo mesmo
Um solilóquio
Um simples bilhete ególatra pra me olhar de outro ponto em outra época
Com um certo surto necessário de me expor
Ou traduzir o pigarro em linguagem
Mas no fundo mesmo
Desse buraco mais embaixo
Eu sinto você
Mesmo numa certa consciência boçal de que você dorme e não sabe o que de fato de espera/
Você leva muito de mim à porta do vazio
Como me fez orgulhoso de tua coragem
Em chegar até ali
Ou em se dar conta que sou uma
Das infinitas conseqüências de você
Não posso te oferecer
Nada se não o tríptico total
Do eu te amo
E sei de alguma forma que me ouve
Pelo amor firme que atravessa toda força.
O fim é o único amigo
Disse Jim na obra inaugural
O desespero potência inesperada
Ainda que o final seja o normal
A gota d'água
O copo vazio
A pupila dilatando
E toda memória evadindo seu sentido
Pra se juntar a matéria bruta
Que corta o abraço e esfria o que nos move
Tudo sinto num pote
Uma mensagem numa garrafa:
Analfabeto universo,
Eu te amo
Com toda capacidade destrutiva do inútil
Do inesperado e do insólito
Do insondável e do dissenso
Espero incrédulo
Que as falsas promessas te recebam
Tal qual esta que criei pra te enviar
Um beijo e um eu te amo silencioso
Com cheiro do mais estridente grito no éter
/E o mais banal de tudo
É que isso é apenas um acordo estético
De mim comigo mesmo
Um solilóquio
Um simples bilhete ególatra pra me olhar de outro ponto em outra época
Com um certo surto necessário de me expor
Ou traduzir o pigarro em linguagem
Mas no fundo mesmo
Desse buraco mais embaixo
Eu sinto você
Mesmo numa certa consciência boçal de que você dorme e não sabe o que de fato de espera/
Você leva muito de mim à porta do vazio
Como me fez orgulhoso de tua coragem
Em chegar até ali
Ou em se dar conta que sou uma
Das infinitas conseqüências de você
Não posso te oferecer
Nada se não o tríptico total
Do eu te amo
E sei de alguma forma que me ouve
Pelo amor firme que atravessa toda força.
terça-feira, 25 de julho de 2017
Gota
Eu
Fronteira consciente
Neste anonimo que caminha por essa cidade desabitada pela noite
Dizem que seus moradores evadem-se deste lugar até que a escuridão desapareça
Os postes que serviriam para iluminar
Esclarecem no amarelo acre a turbidez do escuro
Este que sou eu
Tal qual o frio
De repente para e olha para cima
Esta mulher na janela
Tão só e tão cobre que reflete a cidade pelos olhos
Ele decide gritar que a ama
Mesmo sem tê-la conhecido
Como que pudesse evitar a certeza eminente do pior
Ela o amou por um instante
E só
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Nauta
Portugues nao e uma lingua
Tampouco o dono da padaria
Mas quem nasce no porto
E quem nele nasce, o portugues,
Faz da lingua o dialeto
Que lambe os sonhos do padeiro
Portugues
《《Naufrago
Nautilo
O porto à deriva
Sob a via lactea na contramao》
Bombordo
Ao zenite
Tampouco o dono da padaria
Mas quem nasce no porto
E quem nele nasce, o portugues,
Faz da lingua o dialeto
Que lambe os sonhos do padeiro
Portugues
《《Naufrago
Nautilo
O porto à deriva
Sob a via lactea na contramao》
Bombordo
Ao zenite
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Canibal
Experimento-corpo
Língua
Lodo
Pelo
Unha
Sangue
Cimento
Cio
Menta
Mental
Mascar
A máscara que nos faz corpo
Até a epítome do gozo
Língua
Lodo
Pelo
Unha
Sangue
Cimento
Cio
Menta
Mental
Mascar
A máscara que nos faz corpo
Até a epítome do gozo
domingo, 9 de julho de 2017
Gran finale
O jovem em questão morrera em um acidente.
"Os malabaris o decapitaram" disse o delegado.
E, logo após o episódio, muitos passantes atiravam moedas e ovacionaram o cadáver, achando se tratar do gran finale de seu número.
"Os malabaris o decapitaram" disse o delegado.
E, logo após o episódio, muitos passantes atiravam moedas e ovacionaram o cadáver, achando se tratar do gran finale de seu número.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Encapsulável
A expectativa do molde
E o espectro casual que arreversa
Cabe entre os espaços
O silêncio
Como cabe o nada
Como cabe o anti
Na matéria
E como cabe o imponderável
Na lógica
Queima ao céus de estrelas
O inflamável balão
E a combustão nos alimenta
No frio inverno
E o calor de uma palavra morta
Sai dos meus dedos
Pra te queimar por dentro
Num tempo quente de um verão vindouro
E me arremeto
Nesse largo espaço
Pelo vazio imóvel
Dos dados
E na loteria do acaso
Emergir no alinhar dos astros.
E o espectro casual que arreversa
Cabe entre os espaços
O silêncio
Como cabe o nada
Como cabe o anti
Na matéria
E como cabe o imponderável
Na lógica
Queima ao céus de estrelas
O inflamável balão
E a combustão nos alimenta
No frio inverno
E o calor de uma palavra morta
Sai dos meus dedos
Pra te queimar por dentro
Num tempo quente de um verão vindouro
E me arremeto
Nesse largo espaço
Pelo vazio imóvel
Dos dados
E na loteria do acaso
Emergir no alinhar dos astros.
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