sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Testamento

 O poeta morreu.

Sem ser expulso da acrópole.

Sem a censura ou a falta de audiência.

Morreu como qualquer outro ser que morre por estar vivo. O poeta poderia não ter escrito sequer uma poesia. Poderia não ter feito nada, que ainda assim teria morrido.

Mas enfim, o poeta morreu. E morto, despido da insignificância, vestiu-se do mistério que sempre tentou descrever.

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