Feito filme mudo
O toque incólume
Dos dentes sobre os lábios
Friccionantes
Um café expressionista
Pra gente rastejar de saudade.
terça-feira, 26 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Transição
Na desconstrução civil dos teus ossos
O pesadelo leve de uma brisa de verão
Que anuncia a putrefação das flores
E a gravidade abismal do outono ...
- A estação da morte,
transa e transparência.
O pesadelo leve de uma brisa de verão
Que anuncia a putrefação das flores
E a gravidade abismal do outono ...
- A estação da morte,
transa e transparência.
sábado, 16 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Paisagem
No meio de todas constelações
Do sublime vazio das relações
No meio das auroras boreais
Da anatomia dos belos animais
No meio dos extremos da vida
Nas esquinas das ruas sem saída
No meio do zero e dos bilhões
Entre a solitude e os foliões
No meio de tudo isso
Obrigado por ter me percebido
Obrigado por ter fugido
Como todas as coisas as quais
Permaneço difuso
Como em você
Como você e todo o resto
Em todas as coisas.
Do sublime vazio das relações
No meio das auroras boreais
Da anatomia dos belos animais
No meio dos extremos da vida
Nas esquinas das ruas sem saída
No meio do zero e dos bilhões
Entre a solitude e os foliões
No meio de tudo isso
Obrigado por ter me percebido
Obrigado por ter fugido
Como todas as coisas as quais
Permaneço difuso
Como em você
Como você e todo o resto
Em todas as coisas.
sábado, 2 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
involtável
não me durmo
Um relento moribundo
pra viver-me
somente sendo
Um iconoclasta da saudade
vivo-me inconsciente tua imagem
.a.coincidência.incipiente.
apócrifa
relegante ao pó
sem vestígio ou grafia
um fóssil insólito
subjético
Nas sonâmbulâncias dessas noites
minha sirene, teus olhos invisíveis
como foram na insípida inconsequência de conjurar o fim no primeiro e -não menos derradeiro- beijo. ladeira
abaixo
ainda me lembro sarjeticamente, que me deixei ali
sem nunca poder voltar a me encontrar.
Um relento moribundo
pra viver-me
somente sendo
Um iconoclasta da saudade
vivo-me inconsciente tua imagem
.a.coincidência.incipiente.
apócrifa
relegante ao pó
sem vestígio ou grafia
um fóssil insólito
subjético
Nas sonâmbulâncias dessas noites
minha sirene, teus olhos invisíveis
como foram na insípida inconsequência de conjurar o fim no primeiro e -não menos derradeiro- beijo. ladeira
abaixo
ainda me lembro sarjeticamente, que me deixei ali
sem nunca poder voltar a me encontrar.
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
O soco (em câmera lenta.)
O presente vem rente
Ao pass(ad)o
Que não há nada tão ruim que não piore
E o pior de tudo é uma impressão impressionante
Ao peito
Feito um primeiro-socorro
Feito último
Já morre todo em teu amor obsoleto
Tua pele e teu dinheiro valem nada
Teu coração é músculo.
(A alma é uma extensão incognoscível do corpo. E na transação fáustica, tenho toda noção que cada certeza é uma impressão. Há de se vender a própria alma ao corpo, como que sabendo a função das coisas. A língua está pra ser engolida, como os olhos pra serem fechados.. e assim por diante. A tanatofobia é um diagnóstico dos que não sabem que a vida não é feita de opostos. As dicotomias são os extremos, as mentiras que sustentam a Verdade. Viver é se atirar ao abismo de si. A vida é uma queda presa.)
Teu silêncio, vermelho.
Ao pass(ad)o
Que não há nada tão ruim que não piore
E o pior de tudo é uma impressão impressionante
Ao peito
Feito um primeiro-socorro
Feito último
Já morre todo em teu amor obsoleto
Tua pele e teu dinheiro valem nada
Teu coração é músculo.
(A alma é uma extensão incognoscível do corpo. E na transação fáustica, tenho toda noção que cada certeza é uma impressão. Há de se vender a própria alma ao corpo, como que sabendo a função das coisas. A língua está pra ser engolida, como os olhos pra serem fechados.. e assim por diante. A tanatofobia é um diagnóstico dos que não sabem que a vida não é feita de opostos. As dicotomias são os extremos, as mentiras que sustentam a Verdade. Viver é se atirar ao abismo de si. A vida é uma queda presa.)
Teu silêncio, vermelho.
quinta-feira, 10 de março de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Excerto em lágrima
A beleza suprema
Feita fato consumado
Consumiu-se líquida
Na lentura do retrato
A plenitude flutuante
estratosférica,
Um fragmento
Em estado natural
Na quina d'alma
A borda dos olhos
A moldura que fomos
Escorrida pelo breu.
Feita fato consumado
Consumiu-se líquida
Na lentura do retrato
A plenitude flutuante
estratosférica,
Um fragmento
Em estado natural
Na quina d'alma
A borda dos olhos
A moldura que fomos
Escorrida pelo breu.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Virtuócio
Vesti-me de cliché
Um coração vermelho caricaterístico
Arítmico porém feito um bebê pianista
Um beijo também
Concrético
Zer ou nao zer?
Aperto de mão,
)mão nas costas e uma cheirada de cabelo)
um tchau-tchau
Aosdeuses que calharem de nos trazer de volta
Na revolta que há de descer a mão
Vagorosa, e o cheiro Á de zer o do corpo nu
Novo como as córneas,
E na cabeça.. a labirintite de você
Por isso meus cabelos crescem
Preu um dia perdê-los todos
minha apatia reumática
e o soro hepático da cachaça
sou um outlaw da única lei:
g
r
a
v
i
d
a
d
e
.
.
.
.
________________E
__________________________toDos
_____________O_____________-__C
_________Ô___________________A
eu_____V_______________________E
_______________________-______M
______________________________.
______________________________.
______________________________.
sem precisar de asas.. o azar me basta.
Um coração vermelho caricaterístico
Arítmico porém feito um bebê pianista
Um beijo também
Concrético
Zer ou nao zer?
Aperto de mão,
)mão nas costas e uma cheirada de cabelo)
um tchau-tchau
Aosdeuses que calharem de nos trazer de volta
Na revolta que há de descer a mão
Vagorosa, e o cheiro Á de zer o do corpo nu
Novo como as córneas,
E na cabeça.. a labirintite de você
Por isso meus cabelos crescem
Preu um dia perdê-los todos
minha apatia reumática
e o soro hepático da cachaça
sou um outlaw da única lei:
g
r
a
v
i
d
a
d
e
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________________E
__________________________toDos
_____________O_____________-__C
_________Ô___________________A
eu_____V_______________________E
_______________________-______M
______________________________.
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______________________________.
sem precisar de asas.. o azar me basta.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
O rei do mundo
HÁ! Na panacéia da noite
Os vassalos da pergunta
Não podem saber de nada
Como não sabem de fato
E a lua, cristal do meu salão
Gargalha seu sorriso cínico
A mulher só se lança aos olhos dispostos à ela
E se o meio-fio é o meu trono
O mundo é o meu reino
Condeno toda plebe à forca da liberdade
Queimem o silêncio em praça pública!
Decreto estado de sítio
Até que toda desordem seja retomada!
Os vassalos da pergunta
Não podem saber de nada
Como não sabem de fato
E a lua, cristal do meu salão
Gargalha seu sorriso cínico
A mulher só se lança aos olhos dispostos à ela
E se o meio-fio é o meu trono
O mundo é o meu reino
Condeno toda plebe à forca da liberdade
Queimem o silêncio em praça pública!
Decreto estado de sítio
Até que toda desordem seja retomada!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Justo
O bem e o mal ausculta um a um.
Nos perturbados, o juiz, só.
Nos melancólicos, a sentença da culpa.
Nos idiotas, a absolvição.
Nos satisfeitos, apenas a obediência do júri.
Mas somente nos loucos, todos correm alforriados.
Nos perturbados, o juiz, só.
Nos melancólicos, a sentença da culpa.
Nos idiotas, a absolvição.
Nos satisfeitos, apenas a obediência do júri.
Mas somente nos loucos, todos correm alforriados.
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