Na face escura da lua
O que se vê?
Será que o céu
É mais estrelado?
Será que eu
Durmo ao seu lado?
Será que da lua
A terra insinua
A solidão que se vê?
Será que flutua
Da face escura da lua
O meu pensamento em você?
segunda-feira, 7 de julho de 2014
sábado, 5 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
à lhermu da noite nua
Na noite camuflada
A indecente sensação
De te ver num pulso
Que empunha um cigarro
E a tua sexualização
imagética no simples
sinal da lua
Refratadas nuvens
Aquecem-me
O vento que corta
Antes que me esqueça
Reduzo-me às esquinas
E a contento da noite
Espero que tu passes logo
Pois pra salvar-me
Do dia que vem
Inexoravelmente
A derreter a lua,
Só o que posso
É o que passa
E espero.
A indecente sensação
De te ver num pulso
Que empunha um cigarro
E a tua sexualização
imagética no simples
sinal da lua
Refratadas nuvens
Aquecem-me
O vento que corta
Antes que me esqueça
Reduzo-me às esquinas
E a contento da noite
Espero que tu passes logo
Pois pra salvar-me
Do dia que vem
Inexoravelmente
A derreter a lua,
Só o que posso
É o que passa
E espero.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
vão
se você
estiver
e
se você
me vier
pelo vão
entre
eu
e
você
é e será
somente
porque
há
um fim
no
começo
há
um mim
nos
pedaços
que vêm
e que vão
e
que faz
do
viver
um
pequeno
compasso
entre
eu
e
você
um
espaço
aberto
ao
fracasso
que
me faz
e te traz
no
estrago
do
sopro
do laço
que
é
sem porquê
o
ponteiro
dobrado
na
hora
marcada
de
eu
e
você.
estiver
e
se você
me vier
pelo vão
entre
eu
e
você
é e será
somente
porque
há
um fim
no
começo
há
um mim
nos
pedaços
que vêm
e que vão
e
que faz
do
viver
um
pequeno
compasso
entre
eu
e
você
um
espaço
aberto
ao
fracasso
que
me faz
e te traz
no
estrago
do
sopro
do laço
que
é
sem porquê
o
ponteiro
dobrado
na
hora
marcada
de
eu
e
você.
sábado, 7 de junho de 2014
ainda que
o indivíduo
é um delírio,
ainda que
coletivo.
tudo é
indivisível,
ainda que
partido.
a montanha
é irredutível,
ainda que
ínfima.
o sol
é irreversível,
ainda que
finito.
o amor
é um sim,
ainda que
não.
é um delírio,
ainda que
coletivo.
tudo é
indivisível,
ainda que
partido.
a montanha
é irredutível,
ainda que
ínfima.
o sol
é irreversível,
ainda que
finito.
o amor
é um sim,
ainda que
não.
sábado, 31 de maio de 2014
lacuna
sempre fui avesso à rotina. ___________e como querendo deixar de sê-lo, me pus a repetir um pouco pra não enjoar-me ____________do novo. esta lacuna, de novo,___________ - um sempre circunscrito no gelo -_______ a metapropriedade das coisas. algo a ser_________________, e que por definição, se apropria de outros_____________ significados. um relógio que toca pra te lembar de dormir. uma lembrança que dorme num relógio quebrado. dessas pequenas totalidades são feitas as condições de sermos ____________ atenciosamente, servos
desta lei inflexível de existir sendo lacuna _____________________
desta lei inflexível de existir sendo lacuna _____________________
quarta-feira, 28 de maio de 2014
re-conhe-ser
cabe aqui
o delírio
de um ser coletivo
que não vê
mas que sente
autóctone de si
que nada pode ser
mais dos outros
que o conhecimento.
o delírio
de um ser coletivo
que não vê
mas que sente
autóctone de si
que nada pode ser
mais dos outros
que o conhecimento.
ser
cabe aqui
o delírio
de um ser coletivo
que não vê
mas que sabe
autóctone de si
que nada pode ser
mais dos outros
que o sentimento.
o delírio
de um ser coletivo
que não vê
mas que sabe
autóctone de si
que nada pode ser
mais dos outros
que o sentimento.
terça-feira, 20 de maio de 2014
posteridade
nada ocorre
a não ser
um nada
que incorre
que incorre
ao que morre
numa erosão
insone
insone
que corrói
do nada
do nada
ao silicone.
metonímia (parte 2/2)
enquanto ferida, pulsa feito o músculo -
a consciência intracraniana do universo
- soa o suor do oceano
objeto-sol do sorriso
na renovação metamórfica
do olhar de você:
um espelho d'água que esclarece
a miragem imaginária de um martelo.
domingo, 18 de maio de 2014
o cego na via
lacto despejo
como a lágrima insuportável
como a lástima inseparável
desnaturada escuridão.
desnorteadamente
alada
como a libélula
no furacão
e em cada rajada de vento
inesperada,
a certeza de que de vontade
não basta
diante a sorte do incontrolável de ser
um ponto à mercê da via láctea
um ponto à mercê da via láctea
sábado, 17 de maio de 2014
eu outrem
outrem
fui melhor
o ontem
é o outro
o dia é
largo
dia l é
ticamente
lago
dial
éticamente
galo
chicleticamente
galáxia
amanhã
do pior
fui melhor
o ontem
é o outro
o dia é
largo
dia l é
ticamente
lago
dial
éticamente
galo
chicleticamente
galáxia
amanhã
do pior
arqueolíngua
o homem moderno
em seu carro vintage
- australopitecos
máxima
desse
deus ex-machina
num guindaste
plástico
se apoderando
do tempo.
- antropófago
vestígio
dentro da língua clara:
um osso
ou dez mil
de terno
na palavra que me pariu
sepulto no léxico
da inteligível
média móvel
entre o que morre
e o que se esquece.
mas cavo,
até ser-me língua
e balbuciar a sede
com grunhidos poéticos.
em seu carro vintage
- australopitecos
máxima
desse
deus ex-machina
num guindaste
plástico
se apoderando
do tempo.
- antropófago
vestígio
dentro da língua clara:
um osso
ou dez mil
de terno
na palavra que me pariu
sepulto no léxico
da inteligível
média móvel
entre o que morre
e o que se esquece.
mas cavo,
até ser-me língua
e balbuciar a sede
com grunhidos poéticos.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Modérme
Esquizo
Tropeço
Oligo
Desnível
Imperceptível
Começo
Espasmódico
Fim
Prevejo
Fáustico
Desejo
Convexo
Hemodiálico
Rim
Boêmio
Sim
O inefável
Voraz
Verte
Esquálido
Não
Metálico
Em
Mim.
Tropeço
Oligo
Desnível
Imperceptível
Começo
Espasmódico
Fim
Prevejo
Fáustico
Desejo
Convexo
Hemodiálico
Rim
Boêmio
Sim
O inefável
Voraz
Verte
Esquálido
Não
Metálico
Em
Mim.
Assinar:
Postagens (Atom)